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Mulheres no comando sem estereótipos

Nas 500 maiores empresas da Forbes 2018, apenas 24 têm mulheres na liderança. Diferentes dados internacionais vêm apontando que a curva de crescimento da participação feminina em cargos de liderança está estacionada, ou caindo.

No Brasil, o IBGE detectou que entre 2014 e 2018, o número de mulheres em cargos gerenciais caiu de 40% para 38%. Ou seja, vale comemorar a evolução em uma perspectiva de décadas, mas é hora de refletir sobre os obstáculos para efetiva igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Ainda que as razões sejam mais ou menos conhecidas, especialistas das universidades de Stanford e Columbia apresentaram importantes alertas em matéria publicada na revista do New York Times .

Alguns pontos dessa discussão passam por estereótipos femininos e outros reforçam a necessidade de compreensão sobre os reais benefícios de se ter uma mulher no comando.

  • O dilema da mulher protetora ou exigente. Se for delicada demais, não será considerada para um cargo mais alto e, ao se mostrar mais forte, será percebida como mais agressiva do que um homem na mesma situação.
  • Há um certo desconforto quando mulheres pedem um aumento de salário para si mesmas, mas o mesmo não ocorre se forem homens negociando. Também não há qualquer incômodo se mulheres estiverem tratando de benefícios par sua equipe, pois devem “cuidar” de sua equipe e não pensar em si mesmas.
  • Uma pesquisa mostrou que se espera mais competência de homens e mais simpatia de mulheres. E o estudo foi realizado nesse século!
  • Ser mãe é ainda uma fragilidade no mundo corporativo.

O mercado precisa entender que mulheres podem ser mais exigentes e firmes e, ao mesmo tempo, cuidadosas com seus times e parceiros.

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